quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

 Canto do Desvincular – poesia em forma de canção


No compasso das horas, desfez-se o enlace,

Ecoa a lembrança em silêncio e descompasso.

Nos dedos, a saudade — fio tênue de um laço,

Que se soltou, por fim, no adeus e no cansaço.



E a voz que antes era lume

Fenece agora em dor serena;

Entre pulsares de um passado

Cresce a ausência — fria e plena.


Te vejo ir, sem rumo certo,

Como linha que solta do novelo.

E o coração, ainda aberto,

Aprende a dor — aprende o desvelo.



Foi num suspiro que o amor se esvaiu,

Como chuva que finda ao romper do dia.

Cada toque, agora só memória,

Cada sonho, fragmento em poesia.


E na partitura das almas,

Resta o silêncio em tom profundo —

Que, mesmo ferido, segue em frente

E muda o ritmo, muda o mundo.


Te deixo ir — teu nome ecoa,

Mas a vida segue seu compasso.

No fim, a dor se faz canção,

E eu me encontro no abraço

Do recomeço, do passo.

  Canto do Desvincular – poesia em forma de canção No compasso das horas, desfez-se o enlace, Ecoa a lembrança em silêncio e descompasso. No...